Não é novidade para ninguém que a Microsoft está a fazer o tudo por tudo para “obrigar” os utilizadores do Windows a usar as novas ferramentas baseadas em Inteligência Artificial que o Copilot trouxe para cima da mesa.
Porém, apesar de serem baseadas na mesma exata tecnologia, os utilizadores parecem continuar a preferir usar o ChatGPT à parte. Porquê? Bem, a Microsoft precisa de perceber se é um problema do lado dos utilizadores, ou do seu próprio lado.
É que até podem ser ambas, visto que o foco do Copilot não é ser igual ao ChatGPT. Aliás, o objetivo do Copilot está no nome, caso fosse para fazer tudo sozinho, o nome seria autopilot.
Windows: Utilizadores preferem ChatGPT ao Copilot. Porquê?
Portanto, nos últimos meses, o Copilot tem vindo a ser instalado de forma silenciosa, mas rápida, em todos os computadores baseados em Windows 11 à face da terra. Além disso, a Microsoft também já lançou uma versão Pro do Copilot para não só oferecer mais capacidades de IA, como também começar a rentabilizar todo o investimento que tem feito na OpenAI, a empresa responsável pelo ChatGPT.
Isto porque, caso não saiba, a tecnologia que dá vida ao Copilot, é exatamente a mesma que dá vida ao ChatGPT da OpenAI. Aliás, se for ao Bing, até vai ter acesso a uma versão mais recente do ChatGPT, com acesso à informação do motor de busca da Microsoft.
Ainda assim, os utilizadores do Windows 11 passam a vida a comparar e a perguntar o que raio se passa para as duas plataformas serem tão diferentes.
Existem diferenças?
Bem, na realidade sim, o Copilot para Microsoft 365 é baseado no modelo OpenAI para a infraestrutura Azure. O que por sua vez combina a LLM da OpenAI com os dados presentes nos servidores que dão vida às apps Microsoft. Por isso, apesar de serem mais eficientes em certos caso de uso, o Copilot acaba por ser mais restritivo que o ChatGPT em muitas outros. Especialmente porque o Copilot não guarda dados do utilizador no servidor.
Microsoft culpa falta de destreza dos utilizadores!
Além de afirmar que os utilizadores não percebem que são casos de uso diferentes. A Microsoft também afirma que estes mesmos utilizadores não sabem fazer pedidos ao motor de inteligência artificial.
É um co-piloto, e não um auto-piloto. É preciso saber trabalhar com ele.
Entretanto, para tentar melhorar a situação, a Microsoft fez uma parceria com a BrainStorm. Isto para oferecer treino e guias, para tentar ensinar como se usa o Copilot.