Gostaria muito de partilhar consigo a minha própria opinião acerca do iPhone 16e, e de facto, até já estive com um na mão em Milão na nossa recente press trip para o lançamento dos Reno 13 por parte da OPPO.
Onde fiquei com a sensação de que o ecrã é de menor qualidade, e a câmara, apesar de interessante, fica um pouco aquém daquilo que é a performance de um smartphone de 700€ em 2025. Mas é um iPhone, isso é certo.
Ainda assim, a realidade é que ainda não tive oportunidade de experimentar o aparelho a sério, e como tal, vamos ter de olhar para as opinões lá de fora.
iPhone 16e: Primeiras reviews na Internet. Vale a pena?
Portanto, as primeiras reviews já chegaram à Internet, onde os focos parecem ser o modem C1, o SoC A18 com menos um núcleo no GPU, e claro, a falta de suporte à sempre incríve tecnologia MagSafe.
Vale a pena salientar que o aparelho começa a ser vendido de forma oficial amanhã, e como tal, nada melhor que ter uma ideia daquilo que pode ou não vir a adquirir.
iPhone 16e? O que é isto?
É um iPhone mais barato, mas ainda assim poderoso. Que chega ao mercado para ocupar o espaço dos antigos iPhone SE. Este “e” vai começar a ser uma coisa normal no mercado, ao ser lançado todos os anos, em vez daquilo que acontecia com os antigos SE, que nunca tinham uma data definida para chegarem às prateleiras.
Estamos a falar de um iPhone com um ecrã OLED de 6.1 com uma notch em vez de uma ilha, naquilo que parece ser um iPhone 14 com alguns toques mais modernos. Temos o mesmo sensor principal que dá vida aos iPhone 16 na traseira, porém, não existe um “módulo”, existe apenas um único sensor.
O SoC é o mesmo A18 que podemos encontrar no iPhone 16, porém, com menos um núcleo de processamento no GPU. Ou seja, é igual, mas com alguns compromissos à mistura, naquilo que foi uma Apple pronta a aproveitar chips com defeito. (Uma prática comum na indústria para poupar alguns trocos). Mas, as reviews afirmam que a performance é exatamente a mesma. Ninguém vai notar a falta do núcleo.
Depois temos o modem C1, que é a grande aposta da Apple para finalmente se ver livre da Qualcomm. Este modem 5G tem alguns compromissos, sendo incapaz de trazer suporte às maiores velocidades que o mercado é capaz de oferecer. Porém, compensa esse defeito com uma eficiência energética sem rival. O iPhone 16e oferece uma autonomia muito interessante para o seu tamanho físico graças a isso, algo entre as 12 e 13 horas de uso normal.
Um dos maiores problemas para mim é mesmo a falta de MagSafe. O que significa isto?
O iPhone 16e continua a contar com carregamento sem fios, porém, não tem os ímanes que dão vida ao sistema de carregamento da Apple. Por isso, se tem acessórios MagSafe, ou carregadores MagSafe, este iPhone 16e não vai ser capaz de os aproveitar.
Porquê? Pergunta difícil de responder, especialmente depois de a Apple afirmar que não está nada relacionado com o seu novo modem. Possívelmente os ímanes estão caros?
Conclusão
O iPhone 16e é uma coisa engraçada para quem quer um iPhone, e não quer dar os 1000€ que este costuma custar. Mas, em Portugal, a custar 739€. É uma compra que não faz mesmo qualquer sentido. Fica muito mais bem servido com um iPhone recondicionado mais “Pro”, ou então, com um Android de 400~500€, que oferece o mesmo nível de performance, e (muitas) mais câmaras.