iPhone 14 sem 120Hz, mas com truques na manga!

Caso não saiba, a funcionalidade ProMotion, que basicamente significa a capacidade de chegar aos 120Hz no ecrã OLED que equipa o mundo dos dispositivos móveis Apple, apenas existe nos mais recentes modelos Pro da fabricante.

Uma funcionalidade que foi obviamente muito bem recebida pelos fãs do mundo Apple!

Contudo, apesar desse facto, e também de ser uma funcionalidade que é um quase dado adquirido em todas as gamas do mundo Android, até nas mais baixas (onde os 90Hz reinam!). No lado do iPhone, continua a ser um exclusivo dos modelos Pro. (Em 2022, apenas o iPhone 14 Pro e iPhone 14 Pro Max vão receber a funcionalidade!) Sabe porquê?

Bem… Verdade seja dita, a Apple nunca gostou muito de ser a primeira a apostar em novas tecnologias. Mas neste caso, a gigante da maçã nem chegou assim tão atrasada à festa. É mesmo uma questão de necessidade! O iPhone 14 não precisa de 120Hz, nem de 90Hz, para se vender.

Ou seja, o iPhone não tem tanto a ganhar, na adoção desta tecnologia, comparativamente à grande maioria dos aparelhos Android, porque mesmo a 60Hz, é tão ou mais fluído que um Android equipado com um ecrã de 90Hz.

iPhone 14 sem 120Hz, mas com truques na manga! A Apple não quer 90Hz, nem 120Hz nos modelos mais baratos… Porque não precisa!

apple, iPhone

Portanto, caso já não se lembre, enquanto o iPhone apenas abraçou os 120Hz em 2021, com a gama iPhone 13, o ecossistema Android abraçou os 90Hz e 120Hz em 2017. (Ainda se lembra do Razer Phone e do primeiro ASUS ROG Phone?). No entanto, apesar do ‘atraso’ do iPhone, a verdade é que a Apple não chegou muito mais tarde à festa! Afinal, o ProMotion foi implementado pela primeira vez, em 2017, no iPad Pro.

Dito isto, não é um pouco estranho ver a funcionalidade a chegar ao iPhone, apenas em 2021, com o iPhone 13 Pro e iPhone 13 Pro Max?

Sim, é! Mas como disse em cima, é tudo uma questão de Necessidade vs Lucro, para a Apple. Volto a dizer… A existência desta funcionalidade não é tão importante no iPhone!

É inegável que o iPhone sempre se sentiu mais fluido, comparativamente aos seus rivais Android diretos. O que claro está, não é bem um truque. Estamos apenas a falar de um aproveitamento do controlo que a Apple tem sobre o seu software e hardware, que por sua vez resulta numa otimização mais a sério do conjunto das duas partes.

iphone, usb-c

Curiosamente, em tom de explicação, a Google até já avançou com algumas razões para o fenómeno da falta de fluidez no mundo Android. Ora leia:
  • “No ecossistema Android, existem múltiplas partes do sistema a tentar comunicar com o Sistema Operativo, ao mesmo tempo. O que por sua vez pode causar alguns soluços, trepidações, ou clara lentidão em cada ação. Assim, ao tomar algum controlo sobre todos esses processos, vai ser mais fácil tornar tudo mais fluido, isto, com a ajuda de animações de transição.”
Muito resumidamente, para atingir os mesmos níveis de performance e fluidez, a Google precisa de controlar muitos dos sistemas base do seu SO Android, como é o exemplo do Package Manager, do Android System Server, etc…

Processos que não são passados para o ecrã, acontecem pura e simplesmente em segundo plano. No entanto, ainda assim, são capazes de ter um impacto nefasto na performance de todo o aparelho.

O que claro está, acaba por significar que os smartphones Android têm mais a ganhar com a implementação de altas frequência de atualização no ecrã.

 

Curiosamente, além de uma taxa de atualização mais baixa relativamente à grande maioria dos aparelhos Android, o iPhone também tem uma taxa de sensibilidade ao toque bastante abaixo do esperado. Mas… Nota a diferença relativamente aos mais recentes topo de gama Android? Com taxas de atualização de frame de 120Hz, 140Hz, ou 165Hz, e taxas de resposta ao toque de 720Hz? Muito provavelmente não.

São números que a Apple não partilha de forma oficial, mas sabemos que os iPhone não-Pro têm uma taxa de atualização de frames de 60Hz, e uma taxa de resposta ao toque de 120hz. Isto enquanto os modelos Pro duplicam ambos os números para 120Hz e 240Hz, respetivamente.

  • PS: Enquanto uma taxa de atualização de frames de 60Hz significa que o ecrã vai atualizar a imagem 60 vezes por segundo. Ter uma taxa de resposta ao toque de 120Hz, significa que o ecrã vai estar à procura de um qualquer toque, 120 vezes por segundo.

Conclusão

No fim do dia, ver a Apple a manter os iPhone não Pro nos 60Hz, vai acabar por ter pouco impacto no mercado e ambições da empresa. O problema do iOS nunca foi a sua fluidez, e por isso mesmo, a gigante Norte Americana pode dar-se ao luxo de fazer as coisas de forma diferente.

É exatamente por isto que é esperado que a mudança no design frontal tenha um maior impacto nas vendas dos dois modelos, do que a tecnologia base do ecrã em si.

 

 

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Nuno Miguel Oliveira
Nuno Miguel Oliveirahttps://www.facebook.com/theGeekDomz/
Desde muito novo que me interessei por computadores e tecnologia no geral, fui sempre aquele membro da família que servia como técnico ou reparador de tudo e alguma coisa (de borla). Agora tenho acesso a tudo o que é novo e incrível neste mundo 'tech'. Valeu a pena!
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