Bem, é oficial, os camionistas vão parar hoje, como forma de revolta pelo aumento de preço dos combustíveis.
Devido ao elevado preço tanto de combustíveis como os impostos, os camionistas juntaram-se ao protesto contra estes mesmos preços.
Tal como referido noutro artigo, os preços estão a subir sem parar, e as pessoas fartaram-se. Assim, hoje (dia 28/05), foi “concordado” que não íamos abastecer!
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Por isso, os camionistas decidiram levar a avante uma espécie de manifestação, sentindo-se desrespeitados.
Começou hoje às 8:00 da manhã a paralisação que não aparenta ter horas para o final, dependendo apenas do resultado das negociações!
Muitos disseram que o protesto organizado para hoje pela população não ia dar em nada… Mas a verdade é que já estamos a ver algum progresso.
Isto porque ontem, o presidente da Associação Nacional de Transportadoras Portuguesas (ANTP), foi chamado para uma reunião as 21:00 com o secretário de Estado das Infraestruturas! Sendo que hoje também iremos ver outra destas reuniões mas desta vez com a Antram.
O presidente da ANTP diz que “O país tem que abrir os olhos“, mostrando assim o desagrado de toda a gente neste sector. Dizendo ainda que “Somos responsáveis por 5% do produto interno bruto e transportamos os restantes 95%“.
Os camionistas com isto estão a tentar lutar contra as condições precárias de trabalho, preços dos combustíveis e ainda preços mais justos nas portagens para os profissionais. Além disto, pretendem ainda obter uma secretaria de Estado dedicada aos transportes!
Tudo começa em algum lado!
Na quarta-feira, num grupo do Facebook denominado de “Paralisação de Portugal” começou um movimento.
Que começou a ganhar força, depois de uma reunião em Leiria, onde foi decidido que se iria fazer uma paralisação. Esta, de acordo com Ricardo Canelas, uma das figuras principais deste grupo, é para ser “ouvida pelo governo de forma a resolver de forma célebre as reivindicações“.
Esta iniciativa, antes de ontem, obteve ainda o apoio da ANTP! Mas pode não ficar por aqui, pois estão a apelar o apoio a outros sindicatos e entidades da mesma natureza.
O problema, é que a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações não quer aderir a esta paralisação!
De acordo com um comunicado do site da mesma podemos ler :
– “Não é uma greve porque não é convocada por nenhuma organização sindical, as entidades que, nos termos da lei portuguesa, têm legitimidade para as convocar. Trata-se de um lock-out proibido pela Constituição da República Portuguesa“.
A federação concorda que os preços dos combustíveis são uma razão de queixa, mas diz também que deveríamos ajustar a situação de outras maneiras, nomeadamente com contratos colectivos de trabalho.
Foi dito ainda ao DN por Gustavo Duarte, o presidente da Antram, representante de 90% do setor, que esta não iria participar no protesto para “tentar perceber as reivindicações”.